Anel inteligente ou smartwatch: qual combina com a sua rotina
Se você está pensando em usar alguma tecnologia para acompanhar o próprio corpo, provavelmente já ficou em dúvida entre um smartwatch e um anel inteligente. Os dois acompanham sinais parecidos, mas a experiência de usar cada um é bem diferente.
A boa notícia: não existe resposta certa para todo mundo. Existe o que combina com a sua rotina.

A diferença principal: tela ou silêncio
O smartwatch é um computador no pulso. Ele tem tela, recebe notificações, vibra, mostra a hora, conta passos e, em muitos modelos, tem GPS para registrar treinos ao ar livre.
O anel inteligente faz o caminho oposto. Não tem tela e não vibra. Ele trabalha em segundo plano, e você só vê as informações quando abre o app. No Mero Ring, por exemplo, o app mostra sono, estresse, batimentos, Pontos de Resiliência e atividades, sem nenhum alerta piscando no seu dedo.
Uma coisa não é melhor que a outra. São propostas diferentes.
Quando o smartwatch faz mais sentido
Você quer ver mensagens e ligações sem pegar o celular.
Você treina ao ar livre e quer registrar percurso com GPS no próprio aparelho.
Você gosta de olhar números durante o treino, em tempo real.
Para esse perfil, o relógio é uma ferramenta excelente.
Quando o anel inteligente faz mais sentido
Você quer menos interrupções, não mais. Interrupções têm custo. Num estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine e da Universidade Humboldt, de Berlim, pessoas interrompidas durante uma tarefa terminaram mais rápido, mas relataram mais estresse, frustração e pressão de tempo (Mark, Gudith e Klocke, 2008). Um aparelho que não vibra é um aparelho a menos chamando sua atenção.
Você quer acompanhar o sono. Muita gente acha desconfortável dormir de relógio. Um anel leve, como o Mero Ring, que pesa de 2,3 g a 3,0 g, é mais fácil de esquecer no dedo durante a noite.
Você não gosta de nada no pulso, ou usa pulseira, relógio analógico, manga longa.
Você quer algo que combine com qualquer roupa. Um anel discreto vai bem numa reunião, num casamento ou num jantar, ocasiões em que um relógio esportivo destoa.
O que pesa mais no longo prazo: continuar usando
O melhor aparelho é aquele que você continua usando depois da empolgação inicial. Num levantamento de 2013 feito nos Estados Unidos pela consultoria Endeavour Partners, um terço das pessoas que tinham um vestível parou de usá-lo em até seis meses (MobiHealthNews, 2014).
Por isso, antes de escolher, pense menos na lista de recursos e mais em como você vive. O que você toparia usar todos os dias, inclusive para dormir, daqui a seis meses?
Cinco perguntas para decidir
Você quer receber notificações no corpo, ou prefere ficar longe delas?
Você dormiria de relógio todas as noites?
Você precisa de GPS no aparelho para os seus treinos?
Você usa outros acessórios no pulso?
Você quer acompanhar a rotina de um jeito discreto, ou gosta de ver números o tempo todo?
Se a maioria das respostas pendeu para "menos tela, mais discrição", o anel provavelmente é a sua escolha.
Dá para usar os dois?
Dá. O relógio fica para as notificações e o treino; o anel fica para o dia a dia e para a noite. Eles não competem, se complementam.
Se a ideia de uma tecnologia que acompanha você sem pedir atenção fez sentido, conheça o Mero Ring. Ele funciona com iPhone e Android, e o app é gratuito, sem mensalidade.
Fontes
Mark, G.; Gudith, D.; Klocke, U. The Cost of Interrupted Work: More Speed and Stress. CHI 2008.
MobiHealthNews. Survey: One third of wearable device owners stopped using them within six months. 2014.



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